quarta-feira, 16 de março de 2011

Familiares de presidiários receberam mais de R$ 53 milhões neste ano


O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo com mais de 490 mil presos. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o país só fica atrás dos Estados Unidos e China. Mas nem todas as famílias desses detentos recebem do governo o auxílio-reclusão. Somente os dependentes de segurados da Previdência Social têm esse direito. Constam no cadastro da Previdência mais de 29 mil famílias beneficiadas com o auxílio. Neste ano, o governo federal já desembolsou R$ 53,7 milhões.

Em cinco anos, as despesas do auxílio já somam R$ 893,2 milhões. Se o ritmo dos gastos continuar desta forma (R$ 21,5 milhões por mês), neste ano o valor do auxílio reclusão será menor que no ano passado (R$ 299,2 milhões). Para o cientista político Antônio Flávio Testa, a diminuição do ritmo de desembolsos pode ser atribuída ao início do governo. "A burocracia, mesmo sendo um governo de continuidade, precisa se ajustar às novas diretrizes", diz.

O benefício é concedido aos dependentes do segurado que for preso por qualquer motivo durante todo o período de reclusão. Entende-se por dependentes o cônjuge, companheiros, filhos e irmãos menores de 21 anos e pais. Em caso de fuga, liberdade condicional, extinção da pena ou em regime aberto, a família deixa de receber o benefício.

Para a família ter direito ao auxílio, o detento não pode receber salário da empresa na qual trabalhava antes da prisão. Além disso, receber auxílio-doença e aposentadoria também não são permitidos. Se o preso falecer, o auxílio reclusão será convertido em pensão por morte.

Após a liberação do auxílio, os dependentes devem apresentar à Previdência Social, de três em três meses, atestado de que o trabalhador continua preso. Esse documento pode ser a certidão de prisão preventiva, a certidão da sentença condenatória ou o atestado de recolhimento do segurado à prisão.

O valor do auxílio-reclusão corresponde à média dos 80% melhores salários do segurado da Previdência a partir de 1994, desde que o último seja menor ou igual a R$ 862,11. Para o segurado especial (trabalhador rural), o valor do auxílio-reclusão será de um salário-mínimo, se o empregado não contribuiu facultativamente. O benefício pode ser solicitado nas Agências da Previdência Social mediante o cumprimento das exigências cumulativas e a apresentação dos documentos exigidos pelo Ministério da Previdência.

A assessoria de imprensa da Previdência Social informou que o auxílio reclusão não possui uma meta de atendimento. "Não existe uma meta do governo. Ninguém quer que aumente o número dos condenados nas prisões para que possam receber esse benefício." Ainda segundo a pasta, o auxílio não beneficia o preso e sim as famílias. "Nós ajudamos os dependentes do preso que contribuiu para a Previdência, isso é um direito deles", informa.

O cientista política Antônio Flávio Testa afirma que o auxílio-reclusão tem grande papel social. Para ele, muitas famílias dos condenados ficam numa situação difícil durante o tempo em que o chefe de família encontra-se preso. "Esse auxílio pode ajudar a família a se manter e essa renda vai para quem realmente precisa". Testa ainda informa que é preciso haver fiscalização. "Um acompanhamento gerencial bem feito desse desembolso seria importante para evitar distorções e uso indevido".

Para Testa, o preso deveria ser obrigado a trabalhar para custear as próprias despesas e ajudar a família. "Mas seria necessário haver algumas mudanças na lógica prisional brasileira e mudar a mentalidade gerencial sobre o cumprimento das penas", analisa.

O especialista aponta ainda que o sistema penitenciário brasileiro é apenas punitivo, e muito caro. Para ele, o condenado deveria ser obrigado a aprender uma profissão útil para o mercado e trabalhar produtivamente durante o cumprimento da pena. "Se isso não ocorrer, as bolsas auxílio não ajudarão muito, e o custo social e financeiro para o governo e a sociedade, que é quem sustenta o sistema, somente vai aumentar, pois a reincidência no crime torna-se inevitável", argumenta.

*Arquivo Vip

terça-feira, 15 de março de 2011

Corpo encontrado em Jucurutu foi identificado graças a uma tatuagem na perna

Restos mortais encontrado em Jucurutu / Credito Foto: Edilson Silva

A Policia Militar confirmou que o Corpo encontrado por populares na manhã desta terça-feira (15), nas margens do Rio Piranhas em Jucurutu, pertence a Vidaldo Miguel da Silva, que estava foragido da polícia desde a ultima quinta feira quando iria praticar uma ação criminosa em Jucurutu.

No Detalhe tatuagem na perna / Credito: Rosivan

A Policia Militar acredita que o corpo encontrado seja de Vidalvo Miguel devido a uma tatuagem que está na perna do corpo encontrado.

GTC de Caicó esteve no local
 
O Major Cardoso, sub-comandante do 6º BPM esteve no local e reconheceu a tatuagem na perna da vitima, que aparentemente identifica a vitima.
 

HOMICÍDIO NA CIDADE DE UMARIZAL/RN






Na noite do dia (13), por volta das 22:00 hs, a pessoa identificada como sendo Francisco Leonê da Silva, natural de Mossoró/RN, era residente em Olho D´Água dos Borges/RN, foi assassinado ao lado da Conab, no bairro São José, na cidade de Umarizal/RN.
 
O mesmo foi alvejado por vários disparos de pistolas, tendo em vista que no local foram encontradas cápsulas desse tipo de arma, porém, o motivo e o(s) autore(s) do crime são desconhecidos pela Polícia.
 
O ITEP/RN compareceu ao local e após realizar os procedimentos de praxe removeu o corpo para Mossoró/RN, onde aguardará a presença de familiares para liberação.
 
Fonte: Nosso Paraná

Jovem que participou do assalto aos estudantes universitários de Apodi é morto em Caraúbas


Apodi - No último domingo (13), por volta das 14:00hs, dois homens em uma moto e armadas de espingarda calibre 12 mataram na zona rural de Caraúbas o jovem "Ricard", 22 anos, o mesmo era apontado pela prática de assaltos  na rodovia estadual que liga as cidades de Apodi e Caraúbas, inclusive esse indivíduo teve participação direta no assalto do ônibus universitário apodiense anos atrás, fato que deixou em choque vários estudantes, eram violentos e abusavam das mulheres. 

Nota: Essa quadrilha foi desbaratada na época pelo então Tenente Brilhante, hoje capitão e comandante da 3ª Companhia de polícia militar de Apodi-RN. 

MORTE DE PM COMOVE O RIO GRANDE DO NORTE

O sepultamento do policial militar Bruno Belizário Smith da Nóbrega, ocorreu na manhã desta segunda-feira, 14 de março, em Caicó, sob clima de muita comoção por parte de amigos, familiares e colegas de farda. Seu corpo foi enterrado no Cemitério Campo Jorge, localizado no Bairro Boa Passagem.

O corpo do PM chegou à Caicó, por volta das 15 horas e 45 minutos do último domingo, e foi encaminhado para ser embalsamado. Depois seguiu para a capela do 6° BPM, aonde foi velado por cerca de duas horas. Mais tarde foi levado ao Centro de Velórios Santa Clara no centro da cidade.

domingo, 13 de março de 2011

MULHERES FAZEM MANIFESTAÇÃO EM SP EM DEFESA DOS DIREITOS CIVIS

Cerca de 500 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram ontem (12) de uma caminhada no centro de São Paulo em comemoração ao Dia Internacional de Luta das Mulheres. O ato reuniu representantes de 90 entidades e movimentos em favor dos direitos da mulher. A manifestação serviu para chamar a atenção da população para a luta das mulheres por autonomia e igualdade e contra o machismo e o capitalismo.

Segundo a secretária da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, Sônia Auxiliadora, com o ato as participantes denunciaram a discriminação contra a mulher. “Queremos mostrar todas as deficiências dentro das políticas públicas e das condições de trabalho, creches e no combate à violência contra as mulheres.”.

De acordo com Sônia, o fato de a violência contra as mulheres manter índices altos mesmo depois da Lei Maria da Penha e das campanhas de conscientização mostra que a sociedade ainda é machista e patriarcal. “Além da violência física, temos a violência moral.” Ela lembrou também que a mulher sofre com a desigualdade salarial, ganhando 70% menos que os homens quando desempenham funções iguais.

A educadora Lúcia Makena participa do ato todos os anos por considerar importante discutir o papel da mulher negra na sociedade. “Nossa luta é por melhores salários, porque ganhamos menos que a mulher branca.” Segundo ela, a mulher negra é a que mais sofre com a violência doméstica.

Agência Brasil